BROADWAY – Musical: Evita

Evita é uma ópera baseada na vida de Eva Perón, a segunda mulher do presidente argentino Juan Perón. Eva Duarte, filha ilegítima, pobre e sem privilégios nasceu em 1919 e se tornou a Primeira Dama da Argentina aos 27 anos e a mais poderosa mulher que seu país já havia visto, até morrer de câncer aos 33 anos.
Ato I
26 de Julho de 1952. Um jovem estudante argentino, Che, está na platéia de um cinema em Buenos Aires quando o filme é parado para o anúncio de que Eva Perón “líder espiritual da nação, entrou para a imortalidade”.
O funeral de Eva é majestoso, uma combinação dos magníficos excessos do Vaticano e de Hollywood. Uma grande multidão, muito emocionada chora e se lamenta. Che é a única pessoa que não participa disso.
Che em Evita é algumas vezes narrador, algumas vezes observador, e outras vezes simplesmente um instrumento que permite aos autores colocar Evita em uma situação onde ela é confrontada ou desaprovada diretamente. Embora não exista evidência de que Che Guevara tenha conhecido Eva Perón, ou tenha se envolvido de qualquer forma com ela, o personagem Che em Evita é baseado nesse revolucionário mítico. De qualquer forma Che, um argentino nascido em 1928 tinha 17 anos quando Perón chegou ao poder e 24 quando Eva morreu. Ele se tornou um forte oponente ao regime peronista durante a vida de Eva e há razões para supor que suas futuras atividades em Cuba se devam em parte a reação contrária ao governo que ele conheceu na juventude.
Flashback para 1934. Uma boate em Junin, cidade onde Eva mora. Eva Duarte tem apenas 15 anos e pede a Agustín Magaldi, um cantor que se apresenta na boate com quem ela teve um breve caso, que a leve a cidade grande – Buenos Aires. Ele reluta mas ela acaba dando um jeito.
Uma vez em Buenos Aires, Eva se livra logo de Magaldi e começa a colecionar amantes que a ajudam a subir em direção a fama e a fortuna. Ela se torna uma modelo de sucesso, apresentadora de programa de rádio e atriz de cinema.
1943. O Coronel Juan Perón é um dos muitos líderes militares próximos da presidência da Argentina, e que nos últimos anos tem se mostrado um cargo muito instável…
Em um concerto de caridade no Luna Park, em prol das vitimas de um terremoto na Argentina, onde também está se apresentando um antigo amigo de Eva, Agustín Magaldi, Eva Duarte e Juan Perón se conhecem. Ambos compreendem que cada um tem algo que o outro quer. Agora Eva leva suas ambições ao âmbito político, expulsa a amante de Perón do apartamento dele e entra tão definitivamente na vida de Juan Perón a ponto de despertar o ódio das duas facções que seriam suas inimigas até a sua morte – a aristocracia e o exército. A situação política começa a ficar cada vez mais instável e Eva convence Perón de que ele deveria pleitear cargos mais altos na Argentina – como a presidência – apoiado pelos operários e pelos sindicatos, cuja simpatia e confiança ela e Perón há muito cultivam.
Ato II
A ambição de Eva é plenamente realizada e no balcão da Casa Rosada no dia da posse de Perón como Presidente da República, em 4 de junho de 1946, Eva ouve a vasta multidão gritar “Evita!”. A agora esposa de Perón, tem uma recepção popular ainda maior que a dele, graças ao seu emocionado discurso e sua surpreendente aparição.
Che vê e experimenta algumas das violências que nunca se afastam do governo de Perón.
Che pergunta a Eva sobre ela e sobre seu sucesso mas não obtém uma resposta satisfatória. Eva tem como principal preocupação seu próximo tour pela Europa que começa com uma gloriosa chegada na Espanha, mas depois encontra alguns problemas na Itália e na França. Ela nunca chega a ir a Inglaterra.
Na volta Eva se concentra exclusivamente nos negócios da Argentina, sempre com as contínuas e implacáveis críticas da alta sociedade de Buenos Aires. Che acusa o atual regime de fazer pouco ou até nada pelas pessoas que Eva diz representar – os trabalhadores.
Eva inaugura a Fundação Eva Perón um poço de desorganização contábil de pouco benefício para a economia da nação, mas de grande ajuda para elevar a imagem de Eva a de uma deusa aos olhos daqueles que são beneficiados pela fundação, inclusive as crianças. O decepção de Che para com Eva agora é total. Ele zomba daqueles que a adoram e tenta perguntar a ela sobre sua motivação e sobre o lado negro da administração de Perón. Eva é pragmática ao responder a Che: “O mal está por toda a parte, elementar”. Ela percebe que está doente e fica fragilizada.
O sentimento anti-Eva cresce dentre os militares. Che enumera algumas das principais falhas e abusos da administração de Perón. Perón tenta justificar sua dominação sobre o modo de vida argentino e chama a atenção para a doença de Eva.
Perón e Eva discutem a piora da situação do governo – ele está perdendo seu pulso e ela perdendo a força. Eva recusa-se a entregar-se a doença e resolve se tornar vice-presidente.
Mas a oposição do exército a ela é muito grande, e seu corpo está cada dia mais fraco. Ela sabe que está morrendo e faz um pronunciamento pelo rádio para a nação, rejeitando o posto de vice-presidente, um posto que ela sabe que nunca seria dela.
Em suas últimas horas, imagens, pessoas e eventos de sua vida passam pela mente de Eva, enquanto a tristeza do povo não conhece limites. Para a grande massa ela é uma santa, nada menos que isso. Quando sua vida chega ao fim ela se pergunta se não teria sido mais feliz como uma pessoa comum. Talvez sua vida teria sido maior…
Mas nem mesmo na morte o descanso lhe é concedido. No momento em que ela morre embalsamadores vem preservar seu corpo frágil para ser “exposto para sempre”, algo que nunca aconteceu. A história dos sumiços com o cadáver de Eva Perón, perdurou por 25 anos após a sua morte e é quase tão curiosa quanto a história de sua vida.
Fonte: www.evitamusical.com.br
Tags: argentina, broadway, cinema, musical
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