Grandes nomes da Dança – Maurice Béjart

junho 23rd, 2009

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MAURICE BÉJART

Nascido em Marselha, no dia 1º de janeiro de 1927, Maurice Béjart aprendeu o básico de sua dança, aos 14 anos, com os professores Madame Egorova, Madame Rousanne e Léo Staats. Em sua primeira aula de dança fez sua primeira coreografia. Para montar suas coreografias ele analisa em 1º lugar o bailarino, o intérprete para depois pensar nas músicas, idéias, cores e sentimentos. Mas o primordial é o corpo humano, cada um deve encontrar sua própria linguagem. Sua formação clássica se deve a Jainne Charrat e Roland Petit, em Vichy, e em Londres, no Internacional Ballet. Béjart estreou em Paris, como primeiro bailarino e mais tarde como coreógrafo. Em 1954, funda na capital francesa sua primeira companhia, O Ballet de I’Étolie, que passa a se chamar Ballet-Théatre de Paris em 1957. Dois anos depois, monta sua versão da Sacre du Printemps (A sagração da Primavera), inspirada na música de Stravinsky para o Théatre Royal de La Monnaie a pedido do diretor Maurice Huisman.

A produção rende-lhe um convite para criar uma companhia de dança em Bruxelas. O ballet du XX Siécle é fundado em 1960 e se estabelece na cidade por 25 anos. Em Bruxelas, obras importantes como L’Oiseau de Feu (Pássaro de Fogo) e Bolero (Bolero), somam-se a Sacre du Printemps. Ainda na capital belga, Béjart estabelece a escola Mudra, em 1970, depois em Dakar, a partir de 1977 e, enfim, em Lausanne, em 1992.

 

BÉJART VIVE NOVA FASE CRIATIVA EM LAUSANNE

A transferência da companhia pra Lausanne foi o marco inicial de uma nova etapa do seu trabalho criativo com a fundação do Béjart Ballet Lausanne. As produções de Béjart tornaram-se notáveis pelo teor de dramaticidade contida nas interpretações e pelas inovações feitas no casamento entre músicas tradicionais e dança freqüentemente inusitada e polêmicas. O coreógrafo abriu novas perspectivas para a dança, influenciando toda uma geração. Em suas criações, música e expressão corporal unem-se na busca de uma forma-mensagem.

Maurice Béjart e seu ballet nos trazem uma mensagem estética que busca expressão através de suas formas-movimentos, uma mensagem de vida e de perplexidade diante de um mundo. A matéria-prima é o homem e suas ilusões, frustrações, amores e esperanças. A perda do bailarino Jorge Donn, a quem várias de suas criações foram dedicadas, evidenciou o trabalho passional de Béjart. Entre os seus principais trabalhos destacam-se Symphonie pour um homme Seul (1955), Orphée (1957), La Sacrée du Printemps (1959( e Messe pour lê temps présent (1967).

Bolero ainda é visto como sua principal marca registrada, especialmente na densa interpretação de Jorge Donn. Lê Presbytére na rien perdu de son charm, ni lê jardin de son éclat (1997), uma homenagem a Donn e a Fred Mercury, fez sucesso estrondoso em todo o mundo, inclusive no Brasil. Além do trabalho com seus grupos, Maurice Béjart dirigiu teatro, criou danças para óperas e fez cinema, baseando-se na Filosofia, disciplina em que se graduou. Da tradição oriental, tirou inspiração para vários trabalhos, inclusive Khabuki, um grande sucesso do mestre francês.

 

ALGUMAS DE SUAS COREOGRAFIAS

“Sinfonia para um homem só”

“Sagração da Primavera”

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