História da Dança – Dança Livre ao Teatro de Dança: O expressionismo Alemão – 1900

agosto 4th, 2009

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1990 – Desde o início desde século o balé clássico encontrou um rival na dança expressionista do Norte da Europa. Foi Rudolf Von Laban quem fundou esta nova forma. Ele nasceu em 1879 em Bratislava, no coração do Império Austro-Húmgaro.

O Império dos Hasburgo era um mosaico de várias culturas, raças e tradições. Laban era filho de um oficial militar e por isso viajou por todo o império. Desde cedo ficou fascinado com a diversidade das danças e a variedade de movimentos e expressões corporais. Seu pai queria que se alistasse. Mas laban preferiu à vida boêmia às manobras militares e a pintura à arte da guerra.

Ele estudou Belas Artes em Munique em Paris. Em 1907 ele voltou à Viena.

O Império estava prestes a viver um apocalipse.

Nietzsche havia proclamado: “Deus está morto”.

Isto o levou a uma reavaliação da ordem estabelecida. Em Viena, Wittgenstein elaborou suas primeiras teorias incentivadas por Kraus. Ambos questionavam os limites da linguagem.

Em Viena, Freud denunciou os poderes da razão para explorar as profundezas da psique. Em Viena os escritores Schitzler Hugo Von Holfmanstaht e Zweing e os pintores Kokoshka, Klimt e Schiele revelaram a fragilidade do indivíduo e a sua desintegração.

Outra vez em Viena o compositor Schoemberg revolucionou a harmonia tradicional ao libertar a música de suas estruturas formais de tons.

A industrialização se acelerou. Houve uma reação violenta contra a ameaça da sociedade e da máquina.

Isto se manifestou em um retorno à natureza a um corpo livre e saudável. Neste clima as americanas Isadora Duncan e Ruth St Dennis fizeram muito sucesso. Queriam livrar o corpo de qualquer repressão.

Sua discípula mais conhecida como Greta Wiesenthal.

Neste ambiente Laban lançou as bases para uma nova dança. Primeiramente elaborou os componentes essenciais: espaço, tempo e peso.

A dança evoluíra em espaço plano, ilimitado pela platéia. Laban eliminou isto e desenvolveu do espaço e a sua profundidade. Ele concebeu o movimento através do espaço em um volume cujo, a forma seria um icosaedro, ou seja, um volume com múltiplas direções. O espaço tornou-se um parceiro móvel para o dançarino, movendo-se ao mesmo tempo. Depois, tratou do ritmo e do tempo do movimento.

Finalmente tratou o peso. O bailarino clássico lutava contra a força da gravidade através do equilíbrio e da força. Laban fez uso do peso. Ele determinava a dinâmica do movimento e as mudanças contínuas entre o equilíbrio e desequilíbrio. Ele percebeu que para toda contração muscular havia um relaxamento. Laban libertou o movimento de todas suas restrições. Ele o emancipou da música da arte dramática e de qualquer noção de passos.

Sua busca por uma harmonia total entre alma e espírito através de movimento tinha analogias com idéias de “Der Blane Reiter” ou o “Cavaleiro Azul”. Um grupo de pintores que se formou em Munique em 1913, junto à Wassily Kandinsky e franz Marc, diziam que a arte tem de tornar invisível em visível.

Após o verão de 1913, Laban deu aula e palestras na Suíça, à margens do Lago Maggiore no Monte Verita. Lá, Raither Maria Rirhé, James Joyce e Hugo Ball poderiam ser encontrados juntos aos anarquistas russos. Todos seguros numa sociedade em harmonia com a natureza e no clima da reforme. Laban encontrou lá as condições certas para experimentar suas idéias.

No meio de um lindo e quente verão chegou Maru Wisgman. Ela vinha de outra comunidade utópica: “Hellerau” onde seu professor Jaques Dalcroze.

Seu “Eurythmics” era um grande sucesso na Europa e deu a Nijinsky a inspiração para o “Rite of Spring”.

Mas o método Dalcroze que subordinava o movimento à música, não era mais interessante para Mary Wisgman e os solos que ela coreografou sem música não comoveram Dalcroze. Em Hellerau ela conheceu uns pintores de Dersden que usavam as dançarinas como seus modelos. Influenciados pela arte negra e por Edward Munch, eles sonhavam em unir a arte a vida em uma explosão de cores.

Eram quatro. Seu grupo era chamado “Die Bruck” (A Ponte), e marcou uma nova etapa do expressionismo nas artes plásticas. Gmilnolde que era próximo ao grupo, era amigo de Wigman. Segundo seu conselho ela procorou Laban. Como ela, Laban se inspira no movimento em si e não na música. Wigman tornou-se sua aluna e depois sua assistente. Laban precisava ser desafiado por uma dançarina e Mary Wigman o fez. Iniciaram o período de experimentação intensa. Wigman apresentou seus primeiros solos nos quais usava o conceito do espaço Labaiano.

Laban e Wigman estavam em Monte Verita até o final do verão. Quando a guerra estourou, mudaram a escola para Zunique. Junto com os dadaístas da guerra e aguçaram seu espírito de Desden.

Dada se preocupava com a literatura criativa que também interessava à Laban e Wigman. Wigman criou um estranho ego dos dadaístas. Para ela era uma questão de inventar um novo discurso onde a força precursora do “Cabaret Voltaire”, onde Wigman se apresentava com freqüência.

Enquanto isso, o resto da Europa era destruído.

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