História da Dança: Dança Livre ao Teatro de Dança – O expressionismo Alemão 1945

agosto 5th, 2009

pina-bausch

Em 1945, no final da guerra, a Alemanha foi julgada. A dança alemã tornara-se impopular devido ao Nazismo. A guerra acabara com o movimento expressionista. A derrota dos “nacional socialistas” foi a gota d’água. A dança expressionista ficou na obscuridade. Obrigada a dançar em condições cada vez difíceis Dore Hoyer cometeu suicídio.

Na Alemanha Oriental, Gret Palucca continuou trabalhando. Mas sua arte se estagnou sob as restrições da arte oficial. As últimas chamadas do Expressionismo arderam com os últimos trabalhos importantes de Mary Wigman. “The Rite of Spring” e “Orpheus”.

Em seu estúdio em Berlim Ocidental ela passou adiante toda a sua herança até a sua morte. O novo curso do mundo parecia ter aproveitado tudo, de uma extraordinária vida criativa. Jooss voltou à Alemanha em 1949, para se tornar mais uma vez, diretor de sua escola em Essen. Ele continuou a lecionar como havia feito Dartington onde treinara muitos novos artistas. Entre eles havia Birgit Cullberg. Esta coreógrafa e Estocolmo criaram um estilo satírico o qual sua peça: “Red Wine in Green Glasses”.

Ao passo que o estúdio de Mary Wigman permaneceu mais intimista e ensinava apenas seu estilo Kolkswangschul e Jooss estava aberto a todas as técnicas e disciplinas. Uma aluna que se formou nesta escola vinte anos depois seria aliberdade, renascimento e da transformação da dança alemã: Pina Bausch. Pina Bausch deve muito a toda equipe de professores da escola de Jooss.

Em 1959, uma bolsa de estudos da Escola Juilliard a levou para Nova York. Em dois anos ela formou seu estilo sob os ensinamentos das principais figuras da dança moderna americana.

Jooss a chamou de volta à Alemanha para dançar em sua nova companhia “Folkswangtanz Theater”. Pina Bausch deixou seu país quando ainda estava destruído pelo desastre. Voltou e encontrou uma Alemanha à caminho da prosperidade. Mas na Alemanha o consenso nem sempre mascarou as cicatrizes, as feridas ainda abertas. As feridas que foram reveladas nas cores vibrantes dos artistas contemporâneos, notavelmente nos trabalhos de Joseph Benys e depois George Baselitz. O mundo de Pina Bausch também era cheio de feridas. Desde o início sua dança reunia veracidade e realidade.

Em 1973 ela fundou o “Wuppertal Tanz Theater”. Com uma companhia e um teatro que eram permanentes a partir de agora, ela levou a dança ao teatro além dos limites que parecia ser possível. Os silêncios tornaram-se mais decisivos que gritos, o corpo mais determinante que o texto, a produção teatral mais real que o dia a dia.

Sua matéria-prima eram as pessoas e as relações entre elas. As vidas de seus dançarinos freqüentemente criavam situações com as quais o espectador poderia se identificar. Mas como é que ela trabalha com seus dançarinos para poder captar uma intimidade que se torna universal na hora?

“The Seven Decolly Sins”, “Bluebeard”, “Kontalthof” ou “Vixtor”, todos tem momentos de apresentação que são sempre amarrados, totalmente controlados onde Bausch desenreda a humanidade, encontra suas verdades mais secretas, surpreende suas fraquezas, sustenta sua crueldade, revela seus fatos, tudo isso sem jamais perder de vista sua visão clara da ternura e da esperança.

Na época de Laban desejava-se conceber o gesto que fosse livre o que revelaria a alma.

Na época de Jooss procurava-se uma crença em uma sociedade mais justa que tornaria o homem.

Na época de Pina Bausch, mesmo que não seja mais possível ignorar o fato de que o coração do homem está corrompido para sempre é possível jogar luz nos belos “intervalos na Alemanha”.

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One Response to “História da Dança: Dança Livre ao Teatro de Dança – O expressionismo Alemão 1945”

  1. adriano disse:

    adorei sabe td sobre a dança alemã muito obrigado por td bjs para todos alemães

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