História do Sapateado: A Broadway e Hollywood!

O cinema sonoro nasceu em 1927 e chegou ás telas através de filme “The Jazz Singer”, estrelado por Al Jolson. A partir de então, filme e dadnça começam uma gloriosa parceria que sem limites, traz uma era de ouro para Hollywood.
No inicio da década de 30 imagem e música dava origem a produções cada vez mais extravagantes. O cinema oferecia às platéias uma viagem muito além dos limites dos palcos da Broadway. A febre do sapateado nos teatros de NY contagia Hollywood e esta dança torna-se a menina dos olhos dos produtores e diretores. Novos talentos surgiam e aqueles que não se adaptavam iam, aos poucos, perdendo o seu campo de trabalho.
O primeiro filme com coreografias de sapateado foi “The Hollywood Revue of 1929” e teve como dançarina a atriz Joan Crawford. Ela apareceu de novo em “Dancing Lady” contracenando com Fred Astaire.
Desde então, o sapateado nas telas tornou-se a trajetória de astros em filmes inesquecíveis. Fred Astarire, Gene Kelly, Bill Robinson, George Murphy, Dan Dailey, Donal O’Connor, The Nicholas Brothers, Ruby Leeler, Eleanor Powell, Ann Miller, Shirley Temple, Vera-Ellen e GInger Rogers são os mais populares, famosos e brilhantes sapateadores da história do cinema.
Além do sapateado as platéias queriam algo novo e javia realmente uma necessidade real de mudança. Em 1936, estréia “On Your Toes”, com coreografia de George Balanchine. Junto vieram outros espetáculos que confirmaram definitivamente o espaço do balé na Broadway. Com o sucesso de “Oklahoma!” (1943), seguido de “Blommer Girl” (1944), “Carousel” (1945) e “Brigadoon” (1947), o sapateado foi perdendo espaço nos palcos.
Na década de 40, enquanto o sapateado perde na Broadway o seu espaço para o balé, atinge o seu auge no cinema, só perdendo força em meados dos anos 50.
A partir de 1950, um novo estilo de dança ganha os palcos da Broadway: o jazz! Em 1954 o musical “Pajama Game”, coreografado por Bob Fosse, fez grande sucesso. Muitos outros aconteceram e em 1957 “West Side Story”, uma versão moderna de Romeu e Julieta, música, coreografia e direção afinavam-se de forma perfeita. Crítica e público aplaudiram de pé o retrato da vida da juventude americana dos anos 50. “West Side Story” marcou e influenciou definitivamente a história do show-business americano.
Nos anos 50 Hollywood foi aos poucos perdendo sua força como fonte de entreterimento. De custo baixo e uso doméstico, a TV passou a desenvolver um importante papel na diversão familiar. Então, os produtores perceberam que teriam que ir mais longe para cativar as platéias novamente. A partir daí o clássico e o jazz invadem as telas, dando novo colorido aos musicais. No início da década de 50, foram realizadas produções que marcaram a história do cinema norte-americano. “An American in Paris” (1951), a primeira tentativa real de se utilizar de forma grandiosa variações de balé como parte integrante da narrativa, ao lado de números de sapateado. O resultado foi fascinante!
“Singin’in the Rain” (1952), os produtores apostam e investem em um filme onde o sapateado é a grande estrela. Conseguiu reunir um elenco fantástico, músicas belíssimas e coreografias geniais. Podemos destacar outros importantes musicais realizados nesta década: “Kiss Me Kate” (1953), “Seven Brides for Seven Brothers” e “Brigadoon” (1954), “Oklahoma!” e “It’s Always Fair Weather” (1955), “Invitation to the Dance” (1956), “Funny Face”, “Silk Stockings” e “lês Girls” (1957), “Gigi” (1958), “Say One For Me” e “progy and Bess” (1959), “Can Can” (1960) e “West Side Story” (1961).
Neste período, o sapateado vivia o auge do seu declínio em Hollywood e, na Broadway, era visto de uma forma nostálgica e já não era tão importante. Anos mais tarde, uma antiga dançarina, Letícia Jay, começa um intenso trabalho de divulgação do sapateado. Em 1969, ela estabelece uma série de sessões abertas de sapateado, com improvisos e desafios, bem ao gosto dos antigos hoofers. Esta troca de experiências provocou uma fantástica viagem aos diversos estilos do sapateado. As sessões de “Tap Happening” despertaram tanto interesse que detonou a volta do sapateado aos palcos da Broadway. E, 1971 com c reestréia de “No, No Nanette” , com Ruby Keeler, aos 62 anos, realiza uma temporada de meses com casa lotada e reafirma a volta do sapateado à Broadway.
De lá pra cá, com credibilidade e respeito, o sapateado começa a ser exigido com item obrigatório no repertório de qualquer dançarino profissional, retomando o seu alto posto nas academias de dança. Na Broadway, números de sapateado foram incluídos em algumas importantes produções musicais, como “A Chorus Line”, de 1976.
E, 1974, realizando um tributo em comemoração ao seu cinqüentenário, a MGM lança “that’s Entertainment”, tendo como seqüência “That’s Entertainment, Part Two”, dois anos depois. O sapateado retorna ao cinema através de trechos de filmes, onde, antes, havia vivido sua glória. Anos mais tarde, estréia “that’s Dancing”, um filme na mesma linha de That’s Entertainment”, porém dedicado especificamente à dança. Na década de 80 destacamos dois filmes onde o sapateado faz aprte como elemento cênica participante da vida das pessoas. “Cotton Club”, de 1984, o sapateado aparece pontuando o retrato da época a que o filme se refere (1929-1931). Já em 1989, o filme “Tap” mostra não só a nostagia do sapateado com a participação dos antigos hoofers, como também o resgata para a nossa época através de coreografias com formas atuais.
Em “Stepping Out” de 1991, Liza Minelli interpreta uma professora de sapateado, onde o sapateado retrata uma paixão transformadora na vida de todos os personagens, dentro e fora da sala de aula.
Durante as décadas de 80 e 90, a Broadway continuou a exibir grandes musicais de sapateado, dos quais podemos destacar: “Sugar Babies” (1980), “42nd Street” (1981), “Sophisticated Ladies” (1981), “The Tap Dance Kid” e “My Onde and Only” (1983), “Anything Góes” (1987), “Black & Blue” (1989), “Crazy for You” e “Jelly’s Last Jam” (1992), “Bring in ‘da Noise Bring in ‘da Funk” (1992), “Tap Dogs” (1997) e “Riverdance” (2000).
Atualmente, apesar de o sapateado estar se expandindo cada vez mais por todo o mundo, é nos Estados Unidos onde residem e trabalham grandes nomes e brilhantes veteranos, tais como: Savion Glover, Gregory Hines, Tommy Tune, Brenda Bufalino, Germaine Ingram, Dianne Walker, Barba Duff, Heather Cornell, Tony Waag, Margareth Morrison, Baakari Wilder, Gene Medler, Sam Weber, Michelle Dorrance, as companhias American Tap Dance Orchestra e North Carolina Youth Tap Ensemble, Bunny Briggs, Jimmy Slyde, Lavaughn Robinson, entre outros.
Tags: broadway, cinema, coreografia, tap dance
Filed under: História do Sapateado
Loading...
Orkut Dicas de Dança