História do Sapateado - A evolução do Tap Dancing: Parte 3

Em 1930, aos trinta anos de idade, Astaire deixava os teatros da Broadway para contracenar com Joan Crowford em Hollywood. Ainda no mesmo ano, participou do 1º filme com aquela que se tornaria sua parceira ideal: Ginger Rogers. Juntos trouxeram às telas uma dança elegante e fluida, influenciada pelo balé, dança de salão e um sapateado muito refinado.
Depois de Astaire, o sapateador mais conhecido do cinema é Gene Kelly que também começou no Vaudeville com mais quatro irmãos, porém foi o que voou mais alto. Em 1942 fazia sua primeira aparição nas telas em “For me and my Girl” com Judy Garland e logo foi considerado um grande inovador, não só como dançarino, ator e diretor, mas também como colaborador na criação de técnicas de filmagem, chegando mesmo a dançar dentro de desenhos animados.
Dentre os inúmeros musicais feitos nessa época, “Singing in the Rain”, talvez seja o longa metragem que melhor ilustre a era dos “Musicais” pois provavelmente o mundo todo já deve tê-lo visto.
A dança, assim como o sapateado alcançou uma sofisticação estonteante em Hollywood, enquanto que na Broadway o tap já estava perdendo a sua força. Outros criadores surgiram, com novas linguagens. Entre eles estão Agnes de Milles, Bob Fosse, Balanchine, Jerome Robbins… que continuaram a fazer musicais mas com outros instrumentos: balé e jazz.
Ainda nos anos dourados de Hollywood, surgiu um sapateador que demonstrou a versatilidade do sapateado musical, adaptando-o às músicas clássicas, chamado Paul Draper. Em resposta aos seus esforços o compositor Gould escreveu a primeira composição em concerto usando o tap dancing como se fosse um instrumento musical.
Draper e Gould trouxeram ao sapateado uma nova atmosfera, contudo, nos anos 50 deixava de ser tão importante em seu próprio território.
Na década de 70, o tap tomou um novo impulso, passando a ser ensinado em vários países, logicamente o Brasil estava nessa, onde o principal incentivo esteve nas mãos dos velhos musicais hollywoodianos e também das novas produções como “Isto é Hollywood” que marcou o sapateado para sempre como entretenimento popular americano.
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